
Quando menina,
És pétala de flor,
És fruta fresca,
Doçura suave deixada na boca.
Se mulher,
És ímpeto e vigor,
Onda de mar agitado
A penetrar em corações de rocha.
És, então, tempestade:
Nuvens preenchendo o imenso vazio de meu céu;
Trovão rompendo o silêncio de meu querer;
Relâmpago iluminando meu cantar.
E és, igualmente, um rio calmo,
Banho de cachoeira,
Passeio de mãos dadas em campos de girassóis.
E te sabendo assim - em duas faces:
Serena e forte,
Rápida e meiga,
Amante, amiga
Que me falta ainda descobrir?
Que mais em ti posso querer,
Se és menina e és mulher
Em meu cantar, em minha vida?
Felipe Fonseca
Belém-PA, 11 de dezembro de 2002
Um comentário:
Eu lembrei com carinho deste poema.
Foi o primeiro que me mostraste e ele é
tão lindo, tão sonoro, tão doce.
Poesia doce essa sua hein?!
Te desejo as melhores aventuras bloguísticas.
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