
Uma simples frase, uma lembrança,
Uma letra, uma canção...
O poeta chora as mágoas,
Mesmo sem ter intenção.
As palavras vêm surgindo
E pintam a tela da emoção.
Um quarto vazio, a cama arrumada
E a doença do mundo: solidão.
O poeta quer se livrar - não consegue!
Em sua cabeça: confusão.
Já não quer pensar em nada;
Precisa seguir sua estrada.
Logo à frente um horizonte
Que precisa ser pintado
Não sabe quando, nem onde,
Com que cores, que traçado...
Se o poeta tem que amar,
Também precisa ser amado.
Felipe Fonseca
Belém-PA, 31 de julho de 2010.