
Do sol o rio reflete uma luz.
Nas árvores o vento balbucia
Para ternos casais uma elegia
E a um poema esse instante conduz.
Feliz Lusitânia, se ainda vivo
Fosse Monet, ao te conhecer,
Por certo, imaginaria consigo
Um jeito de pintar-te ao entardecer.
Do revitalizado prédio antigo,
Absorto, tenho nas mãos o antídoto
Que me entorpece os sentidos e a alma.
Ó lindo céu azul, ó rio que acalma,
Ó paisagem de silêncio eloqüente -
Belém antiga, quero-te pra sempre!
Felipe Fonseca
Belém-PA, 14 de setembro de 2010.
4 comentários:
Nossa estava com saudade de te ler
e ainda estou de te ver no meu Blog.
Tá lindo Fê!!!
Quem dera um pudesse dividir com o
bem amado este entardecer, estas doces palavras e dividir o antídoto
que entorpece nos próprios lábio.
Bj
Desde ontem penso em respirar aquele lugar, e, despretensiosamente venho te visitar e me deparo com esta suave poesia.
vou lá. 17h, sem falta, e junto comigo tuas palavras. beijo grande. amei.
Felipão,
Quantas vezes sentei naquele último banco na fotografia, como se fosse um comandante sem barco, à espera das naus que partiram nos raios do sol do entardecer...
Muito bacana as linhas que escreveste sobre a minha cidade. Obrigado!
Náo dá pra dissociar o antigo do presente. Apesar da revitalizaçao, nisturam-se século XVIII e o estilo contemporaneo local. E dá uma saudade enorme, muito bem colocado em seu texto. Adorei!!!
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