
Agora, enfim, viver de novo a vida
E, assim, olhar pra tudo diferente.
Ver em todas as coisas, de repente,
O que escapava, o que eu não percebia.
Olhar o céu e ver um outro azul,
Sentir um novo aroma no café.
O sol na cara, o vento, o andar a pé,
O mar, o litoral de norte a sul...
Nadar num igarapé, depois correr.
Chupar, no pé, a fruta, adormecer
E até fazer uma canção de amor...
Exijo, então, um pouco mais de mim.
A vida é quem ensina a ser assim.
E, assim, mais alegria em vez de dor.
Felipe Fonseca
Belém-PA, 21 de junho de 2010