sexta-feira, 11 de junho de 2010

Lembrança


Alguma coisa do passado ainda resiste e mantém-se viva.
Algo que se não enxerga ou compreende.
Coisa que insiste e não se dissipa.
Restam cicatrizes invisíveis; manchas no inconsciente;
Lesões na alma.
Olho pra mim mesmo e vejo no espelho o que ‘inda resta:
Resta a negação, o avesso do amor –
O próprio amor doente a esvair-se, lentamente,
Sem mais vontade de lutar pela vida.
Sua morte já está certa, programada, desejada até!
Mas ele (o amor) ainda vive na lembrança.

Felipe Fonseca
Belém-PA, 11 de junho de 2010.

2 comentários:

Angelita Francis disse...

Duas coisas lindas e importantes:
- As cicatrizes invísiveis - as lesões da alma;
- O próprio amor doente - sem mais vontade de lutar pela vida.
Realidade lírica sempre fê. Amei!

edinasmith disse...

Relações se modificam.
O amor nunca termina.
Embora mude de endereço,
não apaga as pegadas de sua trajetória.
Esse conjunto de experiências
dão corpo ao amadurecimento.

Um abraço