
Acorda amor, abre a janela.
Insônia na noite furtiva
Medo que paralisa e sufoca
A boca à procura de um beijo,
Um olhar... o espelho
É uma lâmina que corta
Martírio do corpo e da mente
Lembrança vívida e triste.
Particípio passado do amor
Que insiste no tempo presente
Agonia de um peito vazio,
Um nadar de encontro à corrente
Incertezas da vida, confusões da alma
Que insistem em separar a gente.
Felipe Fonseca
Belém, 22 de abril de 2010.
Ah,
Felipe Fonseca
Belém-PA
Quando
És
És
Se
És
A
És,
E és, igualmente,
E
Se és
Felipe Fonseca
Belém-PA, 11 de dezembro de 2002